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As figuras anexas indicam porque o custo de produção de rolamentos na China tende a ser mais barato que do que a produção no Brasil. A análise é simples. A China produz quase 15 vezes mais aço do que o Brasil. No caso do aço cromo, insumo básico para produção de rolamentos, os números não são tão precisos, mas acredita-se que o volume de produção chinês seja quase 30 vezes superior ao brasileiro.

 

De 2001 para cá, a produção chinesa de aço triplicou alcançando 489 milhões de toneladas, ou 36,4% do aço mundial. O ritmo de crescimento do mercado chinês causa impactos opostos no mercado. Por um lado, com o impiedoso aumento na produção, existe mais oferta de aço no mercado, o que pressiona os preços para baixo. Em outra perspectiva, este aumento de produção, no médio prazo, faz o preço do insumo básico do aço subir. Assim, em 2006 os preços de minério de ferro aumentaram 71% e em 2007 eles subiram mais 25%. Já para 2008, a Vale, grande fornecedora de minério, conseguiu reajustar seus produtos em 65%. Resumidamente, o preço do minério já subiu bastante e continua com forte tendência de alta. Estas constantes altas fizeram com que, no final de 2007, os preços internacionais de aço subissem e, conseqüentemente, TODOS os produtos automotivos que usam aço na fabricação estão com custos comprometidos. Algumas indústrias já começaram a reajustar seus preços e, no curto prazo, ainda para o primeiro semestre de 2008, espera-se mais altas de preços.

 

Assim, a recomendação é clara: esqueçam tudo o que aprenderam sobre alto giro de estoque. Como as montadoras estão trabalhando com capacidade máxima e os preços dos insumos estão em forte processo de alta, 2008 será um ano de falta crônica de produtos; as empresas mais capitalizadas que investirem em estoques serão menos afetadas pela falta de produtos.